Organização para a Cooperação de Xangai reforça cooperação em vários setores
Os líderes dos países da organização regional aprovaram nesta segunda-feira, em Tianjin, 24 documentos que reforçam a cooperação nas áreas de segurança, economia, trocas culturais e desenvolvimento institucional.
No âmbito da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX), os chefes de Estado e de governo dos países‑membros traçaram nesta segunda-feira um roteiro para a próxima década, com uma estratégia de desenvolvimento para 2026‑2035, segundo o Global Times.
Eles também assinaram uma declaração conjunta de apoio ao sistema multilateral de comércio, reafirmando o compromisso com normas abertas, transparentes e inclusivas, sob a égide da Organização Mundial do Comércio.
Os líderes dos países‑membros também participaram da inauguração oficial de quatro centros regionais de cooperação: o Centro Integral de Resposta a Ameaças de Segurança, o Centro de Combate ao Crime Organizado Transnacional, o Centro de Segurança Informática e o Centro Antidrogas.
Além disso, segundo a Prensa Latina, foi emitida uma declaração comemorativa do 80º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial e da criação da Organização das Nações Unidas.
A cúpula da OCX em Tianjin (norte da China), realizada em 31 de agosto e 1º de setembro, é a maior desde a fundação desse mecanismo de cooperação eurasiático, há 24 anos, com a participação de mais de 20 líderes mundiais e representantes de cerca de dez organizações internacionais.
Xi destaca capacidade transformadora da OCX
Nesta segunda-feira, ao presidir o Conselho de Chefes de Estado, o presidente chinês, Xi Jinping, destacou a capacidade transformadora, de influência e de convocação do organismo, que atualmente conta com 26 países participantes, coopera em mais de 50 áreas e tem um produto econômico conjunto de cerca de 30 bilhões de dólares.
O chefe de Estado também ressaltou o compromisso da OCX com os princípios de governança global, baseados na consulta, na construção conjunta e nos benefícios compartilhados.
Xi lembrou que, dentro da organização, foi estabelecido um mecanismo de confiança militar nas áreas de fronteira para transformá-las em laços de amizade e cooperação e liderar ações multilaterais contra o que chamou de as “três forças do mal”: o terrorismo, o separatismo e o extremismo.
Em sua intervenção, o presidente chinês destacou igualmente a cooperação que Pequim e os demais países‑membros dinamizaram no quadro da iniciativa Cinturão e Rota, informando que já foi superada a meta de 2,3 bilhões de dólares de volume comercial acumulado entre a China e os outros países da OCX.
Durante seu discurso, Xi defendeu o reforço da cooperação e do diálogo, respeitando as diferenças.
“Pessoas com ideias semelhantes são forças e vantagens, e procurar pontos em comum enquanto se respeitam as diferenças é um sinal de plena consciência e sabedoria”, disse.
A cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai, que ocorre em um contexto internacional marcado pelas medidas tarifárias adotadas pelos EUA, começou no sábado, com a realização de reuniões bilaterais e encontros paralelos.
Integram a OCX, como países‑membros, Bielorrússia, Cazaquistão, China, Índia, Irã, Paquistão, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Uzbequistão. Outros 16 países têm o estatuto de observadores ou parceiros de diálogo.
Fonte: AbrilAbril
