PCdoB – Pronunciamentos

PCdoB saúda o Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores

Ao saudar a data magna dos trabalhadores, o PCdoB reafirma sua opinião de que, na atualidade, é do maior interesse dos trabalhadores, no Brasil, a luta para unir amplas forças sociais e políticas para derrotar a extrema direita, assegurar a democracia no país e não conceder anistia aos golpistas.

Está ordem do dia a luta para recuperar os direitos trabalhistas, previdenciários e sindicais, perseverar na política de valorização do salário-mínimo, que atende mais de 59 milhões de brasileiros e brasileiras, defender as aposentadorias e estimular a participação do povo no plebiscito popular pela redução da jornada de trabalho, pelo fim da escala 6×1, pela aprovação da proposta que isenta de pagamento de Imposto de Renda os trabalhadores que ganham até 5 mil reais e pela taxação dos super-ricos.

Essas são as principais bandeiras de luta que temos de hastear neste 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Essa é a mais importante data de celebração das lutas e demandas da classe que vive do trabalho. A origem da comemoração vem da luta dos operários de Chicago (Estados Unidos) que, em 1886, desencadearam uma greve cuja pauta principal era pela redução da jornada de trabalho para oito horas diárias.

A greve foi barbaramente reprimida e cinco grevistas foram condenados à morte (Albert Parsons, Adolph Fischer, George Engel, August Spies e Louis Lingg). Em 1889, a II Internacional Socialista, reunida em Paris, deliberou por homenagear os mártires de Chicago transformando o 1º de Maio na data magna dos trabalhadores.

No Brasil, desde o início do século passado o movimento dos trabalhadores comemora o 1º de Maio. Com o crescimento das lutas dos trabalhadores e o ascenso do movimento grevista no país, o governo brasileiro se viu obrigado, a partir de 1925, a tornar este dia um feriado nacional.

Este ano, portanto, completa um século que o Dia dos Trabalhadores é feriado no Brasil e coincide com os 82 anos de vigência da Consolidação das Leis do Trabalho, a conhecida CLT, conjunto de normas que passaram a regular as relações individuais e coletivas de trabalho e que tem sofrido mudanças regressivas nos últimos anos.

Nas celebrações desta data, o movimento sindical no mundo e no Brasil denuncia a profunda crise sistêmica do capitalismo e o crescimento dos ataques contra o direito do  trabalho e a liberdade sindical.

A orientação do grande capital é aprofundar a redução do custo da força de trabalho, precarizar, desregulamentar e individualizar as relações trabalhistas. Para isso, adota-se a política de enfraquecer os sindicatos, precarizar a legislação trabalhista e limitar o papel da Justiça do Trabalho.

Essas medidas, em seu conjunto, objetivam manter e aumentar o lucro e descarregar nas costas dos trabalhadores o ônus da crise do capitalismo, hoje baseado na financeirização da economia, no parasitismo, na superexploração – tudo isso associado à ação dos países imperialistas contra a soberania dos países dependentes.

Nestes marcos, é essencial que o Brasil tenha crescimento econômico robusto e duradouro, com diminuição das taxas de juros e uma política fiscal que ajude a acelerar o crescimento econômico ancorado na industrialização, no avanço da ciência, tecnologia e inovação, com geração de empregos de qualidade e maior remuneração. Tudo isso são premissas para que o país abra um novo ciclo de desenvolvimento com soberania nacional e valorização do trabalho e dos trabalhadores, caminho brasileiro para seguir rumo ao socialismo.

Viva a luta dos trabalhadores por democracia, valorização do trabalho e desenvolvimento soberano!

Viva o Dia Internacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras!

1º de Maio de 2025.

Comissão Executiva Nacional

Partido Comunista do Brasil | PCdoB

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