Súmula Internacional

Súmula Internacional 142 – Xi adverte para eventos climáticos extremos e pede que China se prepare

Moradores empurram um veículo enquanto caminham por uma rua alagada, após fortes chuvas trazidas pelos remanescentes do tufão Dolphin, em Xuchang, província de Henan, China, em 13 de agosto de 2026 / Foto: REUTERS-Tingshu Wang

Leia mais: Custo da dívida dos EUA cada vez mais alto / Seul quer retomar controle das Forças Armadas após ameaças de Trump / Frente Polisario – Não renunciaremos à luta por nossa liberdade e independência

A revista Qiushi, um veículo de comunicação importante na China, publicou, neste último sábado (16), declarações do presidente chinês Xi Jinping, ressaltando o impacto cada vez maior dos eventos climáticos extremos. “À medida que o aquecimento global prossegue, eventos climáticos extremos e desastres como chuvas torrenciais, enchentes, tufões e secas estão aumentando significativamente, agravando seu impacto destrutivo”, afirmou Xi, segundo o artigo.

Xi Jinping pediu o aprimoramento da capacidade do país de prevenir, reduzir os impactos e responder a desastres naturais, após uma série de enchentes e deslizamentos fatais ocorridos neste verão.

Defendeu também uma mudança de enfoque para a prevenção antes da ocorrência dos desastres, o fortalecimento dos sistemas de monitoramento e alerta antecipado, além de esforços para eliminar lacunas na infraestrutura de controle de enchentes e drenagem no norte da China, informou o artigo.

A China enfrenta cada vez mais eventos climáticos destrutivos que os cientistas associam às mudanças climáticas, especialmente neste ano, à medida que um padrão emergente de El Niño eleva as temperaturas e alimenta tufões mais frequentes e intensos.

Aprimoraremos continuamente nossa capacidade e nosso nível de prevenção e resposta a diversos desastres naturais, protegendo efetivamente a vida e o patrimônio da população e a estabilidade social”, afirmou Xi.

Xi disse ainda que não se pode permitir que os riscos de desastres se espalhem para as áreas de segurança econômica, energética, alimentar e social. Ele também defendeu o uso de tecnologias como inteligência artificial, drones e sensoriamento remoto por satélite nas operações de resgate. Com informações da agência Reuters.

Custo da dívida dos EUA cada vez mais alto

Os Estados Unidos estão pagando mais caro para refinanciar a dívida e cobrir futuros déficits. A alta dos rendimentos nos leilões do Tesouro indica que os investidores exigem remuneração maior para absorver o crescente volume de títulos emitidos por Washington.

A dívida pública americana se aproxima de US$ 40 trilhões, enquanto o déficit fiscal permanece elevado. Na última semana, o rendimento máximo de títulos de dez anos chegou a 4,683%, o maior em 19 anos. Em papéis de 30 anos, alcançou 5,216%, recorde em 25 anos.

Apesar do custo maior, não há sinais de fuga dos compradores. Fundos de pensão, seguradoras e gestores continuam atraídos por retornos elevados em ativos do governo americano, considerados livres de risco. Muitos investidores também são obrigados por seus mandatos a manter títulos públicos.

Analistas veem um problema estrutural: crescimento resistente, inflação persistente, déficits elevados e novas emissões pressionam os juros de longo prazo. Para financiar o governo, o Tesouro ampliou a oferta de títulos de curto prazo, rapidamente absorvidos pelos fundos do mercado monetário.

A demanda estrangeira segue sob observação, mas os últimos leilões não indicaram recuo abrupto. Rendimentos superiores aos do Japão e de outros mercados desenvolvidos ainda mantêm o interesse internacional pelos Treasuries.

O mercado continua funcionando, mas redefiniu o preço do financiamento federal. A perspectiva de déficits entre 5% e 6% do PIB pode manter elevado o prêmio de risco fiscal e inflacionário — e, com ele, o custo da dívida americana. Com informações da agência Reuters.

Seul quer retomar controle das Forças Armadas após ameaças de Trump

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung / Foto: Lee Jin-man – POOL – AFP

O presidente sul-coreano Lee Jae Myung quer antecipar a retomada do controle operacional das Forças Armadas em caso de guerra. O governo também pretende avançar na aquisição de submarinos nucleares.

A iniciativa ocorre após Donald Trump mandar o Pentágono reduzir substancialmente os exercícios conjuntos desta semana com a Coreia do Sul, conhecidos como Ulchi Freedom Shield (UFS). Trump alegou que as manobras são caras e precisam ser reavaliadas, disse manter boa relação com Kim Jong-Un e criticou a suposta pouca participação de Seul na ofensiva contra o Irã.

Coreia Popular e Coreia do Sul continuam tecnicamente em guerra: o conflito terminou em 1953 apenas com um armistício. Por isso, os EUA mantêm tropas no Sul. Seul controla suas forças em tempos de paz desde 1994, mas o comando em caso de conflito permanece com Washington, por meio do Comando de Forças Combinadas Coreia-EUA.

A transferência deveria ter ocorrido em 2021, mas foi adiada. Lee quer fixá-la para 2028, possibilidade que pode ser discutida em outubro, durante reunião com Washington. A decisão de Trump tensiona a aliança, mas também favorece o objetivo sul-coreano.

A justificativa financeira é contestada: a base de Pyeongtaek, maior instalação militar americana fora dos EUA, custou US$ 10,8 bilhões, dos quais 90% foram pagos pela Coreia do Sul. O acordo vale até 2030.

A mudança pode impulsionar o debate nuclear em Seul. Pesquisa do Instituto Asan divulgada em fevereiro apontou apoio de 80% da população às armas nucleares, enquanto Pyongyang estreita laços militares com Rússia e China. Com informações do Brasil de Fato.

Frente Polisario: Não renunciaremos à luta por nossa liberdade e independência

O representante da Frente Polisário na ONU e coordenador junto à MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental), Sidi Mohamed Omar, afirmou que o povo saarauí continuará resistindo por meios legítimos em defesa da liberdade, da autodeterminação e da independência.

Durante a 14ª Universidade de Verão da Frente Polisário e do Estado saarauí, o diplomata lembrou que a Assembleia Geral da ONU incluiu o Saara Ocidental — então chamado Saara Espanhol — na lista de Territórios Não Autônomos, em dezembro de 1963, com base na resolução 1514 (1960). Segundo Omar, a medida internacionalizou a questão e confirmou a responsabilidade da ONU pela descolonização. A Assembleia continua tratando o tema como questão colonial, como mostra a resolução aprovada em 5 de dezembro de 2025.

O representante disse que a MINURSO preparou, em janeiro de 2000, uma lista de eleitores para o referendo. Na avaliação dele, Marrocos abandonou o plano de paz ao perceber que uma consulta livre poderia resultar na independência. Marrocos, por influência da França, não sofreu sanções do Conselho de Segurança pelo abandono.

Omar citou ainda a resolução 2797, de 31 de outubro de 2025, que convoca Polisário e Marrocos a negociar sem pré-condições, sob mediação da ONU, e estabelece que qualquer solução deve garantir a autodeterminação saarauí.

A proposta de 2007 da Polisário prevê um referendo e, em caso de independência, relações estratégicas com Marrocos. A versão ampliada, apresentada em 2025, propõe dividir os custos da paz. Omar acusou Rabat de bloquear o processo e consolidar a ocupação. A Frente Polisario rejeita qualquer solução que limite o direito saarauí à autodeterminação e à independência.

Agruras dores trazem densa neve às têmporas / e ainda o desconsolo: parar de beber!”.

Trecho do poema “Desde um alto terraço”, do poeta chinês Du Fu (712-770). O velho poeta lamenta ter recebido a orientação médica de parar com a bebida. Tradução de Ricardo Primo Portugal e Tan Xiao.

Por Wevergton Brito Lima

 

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