China une-se à Rússia na denúncia da escalada militarista no Japão
A China concorda com as declarações do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, o qual disse à mídia nesta segunda-feira (17) esperar que o Japão leia a Carta das Nações Unidas com atenção, incluindo o artigo 107 e as cláusulas sobre Estados inimigos, afirmou nesta quarta-feira (19) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.
Segundo Lin Jian, o governo de Sanae Takaichi não apenas evita falar sobre os crimes históricos do Japão, mas na verdade busca acelerar a “remilitarização”, o que representa um desafio aberto à ordem internacional do pós-guerra. “Todos os países que amam a paz devem se unir para resistir e impedir as ações perigosas das forças de direita do Japão, a fim de proteger em conjunto os frutos da vitória na Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra”, acrescentou.
O Artigo 107 da Carta das Nações Unidas, referido por Lavrov e cuja menção foi apoiada pela China, estabelece que nenhuma disposição da Carta invalida ou proíbe ações contra Estados derrotados na Segunda Guerra, visando impedir o ressurgimento do fascismo e do militarismo nessas nações. Esse artigo, junto com partes dos Artigos 53 e 77, formam as chamadas cláusulas sobre Estados inimigos, que em tese permite promover medidas coercitivas contra países do antigo eixo neofascista (Alemanha, Japão e Itália) sem necessitar do aval do Conselho de Segurança da ONU. Com informações do site CGTN online.
